sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dando valor ao nome do blog...

SÁBADO
Início de fim de semana prolongado, sonho de consumo de qualquer baiano que tem a pretensão de se jogar pelo mundo e ir a uma praia um pouco mais longe... Foi aí que começou o meu suplício... Na verdade não foi um suplício, mas aturar loja de departamentos em uma data minimamente próxima ao dia das crianças é escrever com tinta permanente no meio da testa SOU IDIOTA.

Até hoje tenho essa marca.

Inventei de, esse ano, ser uma prima super legal.

Ano passado, nesse mesmo período, eu ainda não tinha recebido o meu primeiro salário, o que não me permitiu comprar presente para o que seria o único "pitinininhu" da família (palavras de minha vó). Porém, esse ano, com o acréscimo de mais um ser no meu âmbito familiar (atuais sete meses de pura sem vergonhísse e dengo) mais o que já tinha (seis anos e uma língua afiada), me senti na responsabilidade de comprar algo legal para ambos.

Em princípio pensei em algo simples, um boneco e um mordedor, só que aí entraram minhas tias e mãe que também queriam comprar algo e, aproveitando o meu ensejo, dividir o presente. Sendo assim, o boneco se transformou em um laptop infantil da Ferrari com 24 atividades e o mordedor em um kit praia, com baldezinho, pázinha e trilhões de "inhos" e "inhas" dentro. Encontrar o presente foi fácil, difícil foi pagar.

Eu até ia proteger a integridade da loja, mais...

"what the hell..."

A Americanas estava insanamente insana. LOTADO seria um estado anterior ao que eu encontrei. Todas as leis da física já haviam caído por terra no momento que eu adentrei na loja do Iguatemi, às 11h30min da manhã (estou dando o endereço para que não caiam na mesma pegadinha que eu). Acredito até que vi alguém flutuando dentro da loja e a história de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço foi derrubada em questões de segundos. Acho que já provei meu ponto.

Só de olhar para a fila, eu desanimei, mas como eu estava convicta de que tinha de ser uma boa prima, me joguei... Com manobras dignas de um piloto de qualquer esporte radical, me enfiei entre mães histéricas e filhos estressados (ou seria o contrário?) e consegui capturar os dois exemplares que fui comprar. Cheguei à fila às 12h10min.

As 12h50min ainda estava lá (sim, é verdade), a fome já tomava conta do meu ser, o bom humor e o pensamento de ser uma prima legal já estavam dizendo adeus e então, em um último suspiro, minha boa vontade fugiu, e eu fui junto.

Larguei tudo por lá, dei uns xingamentos básicos (que não são do meu feitio) e fui almoçar. Me arrependi uns 5 segundos depois, mas já era tarde. Pensei melhor na situação: a praça de alimentação não estaria melhor.

Grana curta, vamos para onde? Habbib's, é óbvio!

Três bibsfirras de queijo, por favor? E uma Sprite? Obrigada!

Vamos comer em pé? Provavelmente... Opa! Alguém levantou ali!

Lá vou eu e minha bandeja correndo em direção daquele tão precioso lugar... E consegui! Almocei e levantei, pensando o que faria em seguida...

Meu plano era comprar os presentes e eu ainda ia fazer isso... Só não sabia onde...

Fui passear, comprei um vestido (lindo) e passei na ponto frio e...

LÁ ESTAVA

A coisa mais linda do mundo...

Um laptop vermelho da Dell, do jeitinho que eu queria, com a configuração que eu queria e com o preço que eu queria.

Não perdi a oportunidade e comprei.

Depois disso, me surgiu outro momento "what the hell..." e decidi me jogar nas lojas Americanas novamente (isso, sem falar que já eram 16h30min, aproximadamente). Mas, acompanhado desse momento, me surgiu uma idéia... Eu poderia passar tudo na parte de eletrodomésticos, bastaria comprar qualquer coisa e, como estava precisando de um secador (amigo de qualquer garota), poderia juntar o útil ao agradável e superfaturar os brinquedos.

Eu sou um gênio!

Fui lá e, depois do mesmo transtorno para alcançar as prateleiras sem esmagar nenhum pentelho no caminho, consegui entrar na fila munida de brinquedos e secador. A fila que duraria umas 3h, caiu para 30min e consegui sair com vida daquele "inferno na terra".

Cheguei em casa eram 20h (sempre podemos contar com um engarrafamento caloroso e silencioso - sarcasmo - na região), claro que atrasada para o aniversário da filhinha de uma amiga/colega de trabalho, fiquei super triste por não ir, mas estava super cansada e chegaria atrasada... Então fui testar o MEU laptop.

DOMINGO

Já dizia um pagode aqui de Salvador (não que eu escute isso, mas eu tenho vizinhos!): Domingo de manhã, o sol me chamou, para dar um “role” nas praias de Salvador...

Sinto informar, mais isso é LOROTA!

Domingo caiu foi um pé d’água retado (tradução: choveu muito). Meu plano de ir à praia e, em seguida, ir à reunião do clube do livro foi lavado por ela...

Para piorar: ataque surpresa da minha alergia! Não tão surpresa, pois ela entra em MODE ON com a mudança brusca do tempo e o sol de sábado com a chuva de domingo foi um belo botão de START. Sem ter o que fazer e com uma prova na terça, fiz o que tinha que fazer: fui assistir um filme (pensou que eu ia dizer estudar? Tá louco?). E assim foi meu domingo.

Já na...

SEGUNDA-FEIRA

Dia das Crianças! Y-U-P-I!

Dor de cabeça! Y-U-P-I [2]!

Prometi cinema para meu primo de seis anos! Y-U-P-I [3]!

Não poderia dizer que não ia. Ele nunca havia ido ao cinema, ele mora no interior e não seria eu a culpada por destruir o dia dele. Então me abalei para o Aeroclube, crente e abalando que estaria vazio e que chegaríamos, compraríamos os bilhetes, as pipocas e entraríamos na primeira sala exibindo filme infantil. Ledo engano: Fila no bilhete, fila na pipoca, fila para entrar e eu, uma jovem garota, sem namorado, sozinha no mundo, com o primo de seis anos (que graças a Deus é educado) e com um pacote de pipoca e dois refrigerantes, fiquei ali... Esperando.

Aposto que pensaram que era meu filho, um fato: não seria a primeira vez (quando ele tinha um ano, saí com ele e uma senhora virou para mim e perguntou se era meu... momentos hilários em minha vida).

O filme foi super e ver meu primo com os olhos brilhando, não teve preço. Caí no erro de prometer ir novamente mês que vêm (sou uma burra, nunca aprendo), da próxima, vou arrastar alguém para ir comigo.

O fato é que me senti na propaganda da Mastercard:

Cinema com o primo: 17 reais

Pipoca com refrigerante: 20,50 reais

Seu priminho ir ao cinema pela primeira vez e seus olhinhos brilharem: não tem preço


É, acho que sou meio besta mesmo... Mais uma besta feliz

PAZ

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mais um post sem sentido parte 100000

Bem, minha vida tem caminhado...

A passo de tartaruga!
Mas tudo bem, nada que o dia de amanhã não resolva (ou meu novo vício não iluda).
A verdade é que mal posso esperar para chegar em casa. Estou cansada (de não fazer nada) e estressada... E o pior que eu SEI qual é a solução para o meu stress, mas não vale a pena comentar aqui no blog, pois é um tanto quanto ridículo.
Quero chegar em casa, ligar o computador e virar a noite assistindo The big Bang Theory e os capítulos mais recentes de House, Grey's Anatomy e Glee...

Mas continuando a minha trágica história (teoricamente baseada em uma novela mexicana, pelo menos é o que me parece)...

Bem, novamente percebi a minha tendência a inveja. Odeio ser mesquinha e egoísta, mas eu também tenho certos desejos!
A história é a seguinte: Todas as minhas amigas estão enroladas com alguém. FATO.
E eu, na condição de amiga, estou super-ultra-mega-hiper-feliz por elas. Mas, mesmo assim, torno a me perguntar: Por que eu também não consigo isso?
É por que saio pouco? Pode ser.
É por que tenho baixa auto-estima? Provavelmente.
É por que me obrigo a ficar pensando nisso? Definitivamente!

Eu tenho tantas coisas boas em minha vida e sou grata a todas elas, mas aí surge essa necessidade (ridícula de minha parte, diga-se de passagem) de ser notada por outra pessoa.
A partir daí minha cabeça não para mais: começo a me achar feia, a me achar burra, a me achar a pior pessoa do mundo.
Depois de um tempo decido que não quero mais ficar assim e me desligo do assunto por um tempo (tempo esse que eu costumo ficar reclusa da sociedade, mas que ninguém percebe - normal).
Uma pessoa que lê isso deve pensar que nesses momentos em que me desligo dessas coisas banais eu devo encontrar muitas coisas interessantes para fazer e pessoa legais. Ledo engano.

Minha vida está a passo de tartaruga...
Mas queixo para cima, certo?
Vamos ver no que dá...
À noite eu posto outro texto menos depressivo ou depreciativo.
Mas tente escrever algo que não seja uma analise da própria vida quando você está no trabalho e o setor está vazio e o computador não entra no MSN?
Mente vazia, moradia do diabo (ou qualquer outro ditado que minha usualmente repete para mim)

Peace

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sob Medida

Bem, decidi postar um diário fictício criado por mim. É o diário de uma garota de 25 anos chamada Eliza, mas conhecida por Liz. Na estória tem partes reais e outras imaginárias (a maior parte), vou colocar o primeiro post agora, espero que gostem.

Liu Teixeira
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Quando se é criança, isso é, antes de entrar na puberdade, aquela fase onde nada é legal, tudo parece ser simples. O fato de você ser o maior da sala, ou o mais redondinho não faz a menor diferença.

Pois é, eu era feliz e não sabia.

O fato é que essas crianças crescem e, por você ser diferente, acaba sendo taxado como “estranho”, assumindo assim milhões de apelidos totalmente perjorativos ou, como no meu caso, ter que ouvir no meio da rua, pelo irmão mais velho de sua amiga, aquela frase cruel: “Menina, você é feia!”. Sim, isso aconteceu.

E assim cresci. Dos 13 aos 25 anos como uma garota “estranha” assumida (bem, não tão assumida, nunca faria isso em público, mas basta olhar para perceber), mas enfim...
GENTE! Como sou mal educada! Nem se quer me dei o trabalho de me apresentar...
Bem, meu nome é Eliza Alves, herdei o nome de minha bisavó que eu nunca conheci e que minha mãe não gostava, mas que minha falecida avó era fã. Vencida a batalha, ganhei o nome. Como já informei, tenho 25 anos, aquariana (viva!), 1,75 m de altura e, bem, 90kg. Sim, sou alta, peso pesado e, para completar o jogo, completamente desengonçada. Mas nem se preocupe, não estou aqui para chorar minhas mágoas...

MENTIRA!

Claro que estou aqui para chorar minhas mágoas! Se não, isso não seria o meu blog!

Além do mais, onde eu o faria?

Tá, continuando minha apresentação. Sou filha única de pais separados. Atualmente minha mãe está em Minas Gerais com o novo marido dela (o qual eu sou super fã, ele é extremamente simpático, mamys deu sorte), já meu pai está envolvido em campanhas humanitárias na África, que eu acho o máximo (e é ótimo para se comentar em uma conversa). Sou formada em letras, mas trabalho, quer dizer, faço “bicos” escrevendo pequenas matérias para sites de vários lugares do Brasil, apesar de morar em Salvador, uma terra onde (quase) nada acontece. Não é um grande trabalho nem nada, mas paga as contas e serve para juntar um pouco para eu realizar meu grande sonho de ir morar na Europa, mais especificamente, em Londres.

Eu moro sozinha em apartamento que meu pai me deu de presente, ele é super pequeno, mas dá pra viver bem, afinal, ninguém nunca vem aqui (a não ser umas amigas minhas, para assistirmos filmes e comermos pipoca). Fora que fica bem localizado, próximo a praia, em um condomínio de apartamentos onde todos me conhecem de pequena.

Já descrevi um aspecto da minha vida, agora o outro... Se minha vida amorosa fosse um filme, ele não passaria dos créditos iniciais. Sei que parece exagero, mas juro que não é. Realmente não tenho sorte com o sexo oposto.

Estou, literalmente, encalhada.

Condição atual: zero namorados

Bem... Sei que a forma como iniciei esse texto foi um tanto quanto estranha (pra não dizer incomum ou aloprada), mas é que eu tenho essa tendência de dramatizar as coisas. Quando pequena, minha mãe sempre me chamava de rainha do drama e que a televisão estava perdendo uma grande atriz. A questão é que comecei falando de pessoas que são excluídas e tal, e eu não era uma “excluída” (apesar do incidente com o irmão de minha amiga, eu até que tinha uma quantidade significativa de amigos), acho que é o meu humor, não sou do tipo que deixo que me vejam triste, normalmente sou aquela que dá conselhos (apesar de não seguir muitos dos que eu digo). Nunca fui a mais bonita, a mais legal ou a mais inteligente, esses postos eram ocupados (acreditem) por minhas melhores amigas, não era de me importar muito, mas essa condição de coadjuvante continua a me seguir.

A questão é que devo ser traumatizada por:

• Nunca ter recebido uma cartinha se quer de um garoto se declarando;
• Ter medo do Correio elegante (algo que eu passei a abominar) e;
• Aos 14 anos eu já odiar o dia dos namorados.

Quando terminei o colégio, logo pensei “é agora que o jogo vai mudar” e, bem, realmente mudou. Foi nesse tempo que minha mãe se casou e se mudou e, por minha família ser bem reduzida (sem primos, primas tios, avós... nada), fiquei sozinha aqui em Salvador, para terminar a minha faculdade. Fora essa mudança, continuei sendo a gordinha-engraçada-amiga-de-todos.

Mas olha eu dramatizando novamente! Minha vida não ficou completamente estagnada. No meu 3º semestre da faculdade eu, uma jovem de 18 anos, conheci o Pablo, um belo chileno de 1.80m, aluno do intercâmbio. Aparentemente, ele gostou de mim pois, desde que nos conhecemos, começamos a nos... hum... relacionarmos. Pena que o intercâmbio dele apenas durou mais 3 meses. O que vale é o que Vinícius de Moraes uma vez escreveu “Mas que seja infinito enquanto dure” e garanto: foi. Digamos que eu quase repeti o semestre (que eu iria refazer comum sorriso estampado no rosto). Mas ele foi embora e eu passei nas matérias. Atualmente somos bons amigos e nos enviamos cartões em datas especiais. Ele amadureceu por lá, casou e tem uma filha linda de 5 anos que me chama de tia quando nos falamos pela webcam.

E assim acaba a minha história de amor. Eu fico imaginando que, por causa disso, eu deveria ser uma pessoa amargurada e rabugenta, criando 14 zilhões de gatos e
espantando criancinhas com uma vassoura.

- saiam seus moleques emprestáveis!

Era isso que eu deveria estar dizendo, e não distribuindo doces ou dando livros de presente (pois é exatamente isso que eu faço, acabei criando um dia especial da semana onde leio para os menores, sou super popular com eles aqui no condomínio).
Bem, acho que para uma apresentação basta, não é?

Espero poder escrever logo por aqui.

Beijos
Eliza Alves
Jornalista Freelancer

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vampiresco

Era noite de todos os santos em Lyon no ano de 1720. Se tratava de uma cidade já bastante próspera, graças ao comércio. Porém muitas famílias que residiam no entorno da cidade eram tão antigas e abastardas que ninguém sabia ao certo de onde vinha a riqueza destas. A família Lefèvre era uma dessas, onde a riqueza e o domínio de terras era impensável para uma pessoa comum, porém, com a morte do Marquês de Lefèvre, seu filho, Louis, na tenra idade de 17 anos, assumiu o comando de todo patrimônio acumulado através dos séculos, porém, para o garoto, o fardo era muito grande. Acostumado a uma vida mimada e sem preocupações, ao carregar o peso da família nas costas, mas a sua irmã caçula para criar, fez com que endurecesse muito cedo.
Já haviam se passado 5 anos desde o falecimento do seu pai e o garoto ainda não se adaptara a ser o dono do próprio nariz. Louis se encontrava bêbado, caído próximo a uma estátua. Não se lembrava como tinha chegado até aquele lugar, apenas que tinha saído para beber mais cedo sozinho, para tentar curar os seus problemas de solidão constante. O problema é que ele não se lembrava de já ter estado naquele local, mas a vontade de estar ali não o abandonava. Muito menos a de tirar a própria vida, e ele não sabia o porquê dessa vontade. Quando, de repente, começou a ouvir o farfalhar de uma capa.
-- Quem está aí? - gritava Louis -- Não ouse se aproximar!
Então ouviu uma risada horripilante.
-- Por que pergunta? Você está aí, esperando pela morte e, quando ela chega, se assusta?
--Eu... Como assim esperando pela morte? Pelo que sei, não estou esperando ninguém, muito menos alguém que se denomine como "a morte"!
-- Louis, Louis, Louis... Por que insiste em negar que estava me esperando?
Louis apertou sua visão, para tentar dar alguma lógica as imagens deformadas que se formavam diante de si causadas pelo abuso de álcool. Estava tudo fora de foco mas, mesmo assim, ele não conseguia determinar de que lado vinha a voz. Nem sua visão, nem sua audição estavam a fim de cooperar.
-- Saia daqui, seu monstro!
-- Você não é o primeiro a me chamar de monstro e, acredito, não será o último. Além do mais, não foi um dos mais criativos... Já fui chamado de tantas coisas... Mais isso não vem ao caso.
O estranho ser parou de falar, Louis procurava em todas as direções para vê se conseguia notar algum movimento, mais a som parecia estar vindo de todos os lugares, então a voz continuou:
-- Eu te trago duas opções... Bem louváveis, por sinal – pigarreou, como se dando uma maior importância ao que ia falar -- Primeiro: a morte. Você tanto a procura, mesmo que inconscientemente, que resolvi trazê-la para ti. Seria uma espécie de presente, pense assim... Uma libertação.
Louis arregalou os olhos, ainda não sabia de onde vinha a voz, mais o pavor tomava conta de cada célula do seu ser. Ele não conseguia se mexer, o pânico era o controlador de seu sistema nervoso que, ao invés de gritar e se rebelar saindo correndo, escolheu por ficar paralisado e silencioso.
-- A segunda opção - continuou a voz - Não é menos importante que a primeira e seria benéfico para nós dois, eu te daria algo em troca de um... favor. Agora que já dei as opções, sinta-se livre para escolher...
-- Escolher? Mas do que está falando?! - disse Louis acordando do seu torpor. Ficou de pé e começou a procurar em todas as direções -- Quem foi que disse que eu quero morrer? Eu... eu... eu só posso estar imaginando essa conversa! É isso, estou muito bêbado... Essa é a única explicação!
Novamente ouviu aquela risada ensurdecedora.
-- Quem sabe, não é verdade? De qualquer forma...
A voz não terminou a frase. Quando, então, Louis sentiu um forte abraço por trás, mas não conseguiu ver o rosto de quem o segurava, ele se sentia preso em um pesadelo, recheado por um turbilhão de cores. O abraço foi se apertando até que ele sentiu o que parecia, a princípio, um beijo em seu pescoço, mas então o beijo se transformou em uma mordida. Era como se a vida estivesse sendo drenada através daquele beijo maldito.
Seus pés já não tocavam o chão.
Ao que parecia ser sua última gota de vida sendo drenada, quando começou a perder o foco por completo das coisas que o rodeavam, o abraço se afroxou e ele caiu. O ser começou a se afastar, então falou, bem distante de Louis, mas parecendo um sussurro.
-- Nos encontraremos em breve.

sábado, 19 de setembro de 2009

Um dia para e história...

Por volta de Maio (quando minha tia se casou), eu conheci uma garota ímpar: super legal e fanática por livros. Logo desenvolvemos uma amizade que se baseou em troca de e-mails e informações sobre livros e faculdades (ela também faz Engenharia - mas já passeou por várias partes do conhecimento humano). O fato é que essa garota me apresentou a um novo tipo de literatura e, desde então, me viciei.

Para quem não me conhece, tenho um certo TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), quando começo a ler algo, não consigo parar (só quando está muito chato!), isso se aplica a bandas, séries e filmes também. Com esse novo tipo de literatura na mente, sai em busca de algum lugar onde pessoas também tivessem esse mesmo interesse.

Foi assim que eu conheci essas garotas MARAVILHOSAS que eu passei a tarde hoje. Procurei, na época, um clube do livro e esse interesse em comum que tornou o grupo tão forte. Lembro que, quando cheguei na comunidade (tudo foi feito via Orkut), apenas tinham umas 5 garotas, hoje já são mais de 20!

Já até contei como foi o primeiro encontro...

Enfim, o dia de hoje...

Durante toda a semana eu passei com um único pensamente: "Sábado Meg Cabot vai estar aqui em Salvador e eu TENHO que ir!", mas como a vida universitária tem seus altos e baixos (muitos e muitos baixos), ficou marcado para hoje uma visita técnica para uma reserva ambiental. Na minha cabeça, várias coisas aconteceram, incluindo planos mirabolantes de ir e voltar, de alguma forma, antes do horário da abertura do shopping (o que, obviamente, é impraticável), mas fato é que me corroi durante todos os dias, pensando em Meg e em como eu queria apenas o seu autógrafo. Até ontem estava tudo certo: iriamos para Sapiranga e ponto. Mas daí começaram as desistência, foi um aqui, outro acolá, eu meio doente... E a ida foi cancelada! Não vou dizer que fiquei feliz e coisa e tal, mas não me descabelei de tristeza com o cancelamento.

Hoje foi um dia atípico, acordei cedo (isso eu já faço normalmente) e me arrumei, só esperando minha mãe que havia saido e levado o meu cartão (estou sem um tostão furado no bolso). Quando deu umas 9h da manhã, me liga a mesma garota que me fez viciar em Meg e afins me perguntando onde eu estava... Eu, toda pronta, na expectativa de, a qualquer momento, minha amada mãe entrar pela porta e eu sair no seu vácuo. Não demorou muito e lá fui eu, vestida com meu vestidinho de gola polo (me apaixonei por ele) e com uma sandália que prometia não machucar meus sensíveis pés (mais tarde ela se provou uma tremenda tráira).
Para a minha surpresa, ao chegar na Saraiva, encontrei com a criadora do clube (do livro, supracitado) e já estávamos nos juntando quando minha amiga me ligou, acabamos juntando todo mundo (o que se provou PERFEITO).

A união em pró de um fator comum (Meg Cabot), foi fantástica! Conhecemos novas pessoas, fizemos maluquices, contamos nossas vidas, colocamos tiaras de princesas, tiramos fotos com essas tiaras... Tudo o que era possível. Minha percata quebrou, comprei uma havaiana (que eu não vou contar para minha mãe o valor real, não precisamos matar a velhinha assim, né?), comi McDonalds (eu nem lembrava mais o sabor! Sério, a anos eu não comia um bigmac...)... E, claro, tiramos trocentas fotos com livros, fazendo careta ou o que viesse na mente...

Ainda estou um tanto quanto deslumbrada, pois não foi só o fato de ter ido ver a Meg (que foi suuuuuuuuuuper simpática), mas também de me entrosar com pessoas tão diferentes de mim, mas extremamente divertidas!

Estou nas nuvens!
Go Meg!
Escreve mais 50!

a foto:

Paz

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mas um post sem compromisso com o PT ou qualquer outra coisa...

Não sei porque comecei a escrever, apenas senti essa vontade indescritível dentro de mim de abrir o que nem eu consigo entender. Sou uma pessoa facilmente manipulável por livros, filmes, pessoas... Já havia escrito isso antes, mas torno a reforçar. Hoje assisti a dois filmes que fizeram com que eu voltasse a me questionar: "o que eu quero da vida? O que eu tenho feito para isso?", essas foram as perguntas mais fáceis que me fiz. Não entrei no campo das perguntas generalistas como "por que o ser humano está aqui?" nem nada do tipo, mas a minha indagação interna foi forte e, novamente, não foi conclusivo.

Vira e mexe estou me questionando. Meus atos e atitudes, forma de encarar a vida, forma de encarar as pessoas, forma de me encarar. As vezes me surpreendo pensando que não sou uma boa amiga e que por isso as pessoas não confiam em mim. Esses momentos de questionamentos costumam durar bastante. Porém eu também tenho momentos que agradeço por ter tantos amigos.

Eu não disse que era simples.

O fato é que as vezes acho que minha atitude não é honesta. Mas eu não sei como ser de outra forma, como se alguém que quisesse fazer a diferença vivesse dentro do corpo de um ser completamente inoperante. Não estou dizendo que sou falsa ou coisas do tipo, mas tem horas que não gostaria de estar no meu corpo. As outras horas que não passo pensando nisso são os momentos que estou entrertida com outras coisas: livros, filmes, músicas, roupas, estudo... Graças a Deus tenho um gosto variado!

É tão difícil falar de mim mesma! Acho que já escrevi uns 100 textos dizendo as mesmas coisas, as mesmas indagações do início do post. Mas nunca chego a lugar nenhum. Creio que o relógio gira para todos, menos para mim. Estou parada na mesma posição a tanto tempo que acho que não saberia o que fazer se algo extraordinário acontecesse. Deve ser por isso que leio tanto romance, estou em busca de um sentido maior... mas está tão difícil...

Horas gostaria de ser como a Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito), mas normalmente estou mais para a Emma Corrigan (O Segredo de Emma Corrigan) no início da história: a espera de uma mudança que está ali, logo na esquina.

Não vou finalizar esse texto, pois provavelmente escreverei outro com o mesmo conteúdo dentro de alguns dias (quando eu voltar a me sentir essa m%¨$¨$#), também não vou me despedir, pois é deixando o espaço aberto que eu vou escrevendo a minha história...

O que se aprende no ambiente de trabalho?

A algum tempo venho percebendo que a resposta para essa pergunta é bastante curta e, mesmo assim, complexa. TUDO, isso é o que se aprende.

Quando comecei meu estágio (por volta de um ano atrás), tive medo. Nunca tinha feito nada na minha vida, sempre dependi do dinheiro de minha mãe e, por isso, acabei desenvolvendo outros segmentos da minha. De fato, virei uma caseira convicta, pois minha mãe não tinha condições de sustentar uma casa, minha faculdade e todo o resto apenas com o seu mínimo salário (pois eu fui egosísta ao ponto de não cursar uma federal por causa do curso: hoje eu tenho consciência disso e não me orgulho em nada, mas algumas pessoas não nasceram para cursar Economia =/).

O fato é que entre em um setor onde o que eu fazia era, basicamente, educação ambiental. Como era a minha primeira experiência, é CLARO que tremia nas bases só de pensar em errar e uma das minhas características principais é a insegurança, e viver em um novo ambiente para mim foi um tanto aterrorizador.

E essa foi a primeira coisa que eu aprendi. Não a insegurança, que ela já me persegue a alguns anos, mas o fato de ser atenciosa, prestar atenção nos detalhes.

Durante 6 meses continuei nesse local e aprendi outras coisas interessantes como, por exemplo, a conviver com pessoas diferentes de mim. Eramos 5 estagiárias: 4 biólogas e eu, de engenharia ambiental, por aí já dá pra perceber que era uma zoação com a minha cara, por ser a diferente, fora que as minhas 3 superiores também eram biólogas. Era extremamente divertido e acabamos criando uma rotina do lanche das 5 da tarde.

Aprendi o que é trabalho de equipe e trabalho com o público. Esse último eu já tinha uma base de quando fiz trabalho voluntário, mas valeu para reforçar. Fora que ter o MEU salário no final de cada mês mudou completamente a minha perspectiva.

Bem, como já disse, meu problema É a insegurança. Depois desses 6 meses fui transferida de setor e, novamente, o pânico veio. Dessa vez eu iria estagiar com Engenheiras Ambientais, ou seja, olha a perna tremendo novamente! Sempre começo achando que não sei nada, que vão me pedir para fazer trabalhos hercúleos ou coisas do tipo. Mas não. Encontrei um ambiente super agradável, onde a Engenheira responsável pelo meu estágio (a outra já foi embora) é engraçada e não é parecida com aquelas que se vê na televisão (bruxas e coisas relacionadas), na verdade até que nos damos bem, com direito a rotina: todo dia, as 16h, tomamos chá com biscoitos. Comecei a perceber que, onde eu vou, acabo criando uma rotina xD.

Mas essa não é a única coisa que me agrada por aqui. Sei que o salário que me pagam não é muito (na verdade, é uma merréca), mas o que eu me divirto não está no gibi! Certo dia, veio uma moça de um outro setor que vendia produtos... calientes, se assim pode-se chamar. O fato é que as mulheres do setor ficaram super empolgadas para ver os produtos na "maleta rosa". Eu, na condição de virgem, inocente, pura e besta, não pude deixar de dar muitas risadas. A sorte é que a sala (que é enorme e povoada por umas 100000 pessoas) é quase que, exclusivamente, habitada por mulheres, entre arquitetas e engenheiras. Os (poucos) homens existentes ficam localizados em uma parte da sala, todos aglomerados. A história toda foi muito engraçada e ainda teve o momento delas comentarem as experiências,o que, segundo algumas, seria bom para mim, para que eu aprendesse. Bom, vejamos, talvez um dia eu utilize de alguma forma.

Outras coisas costumam acontecer por aqui. Sempre discutimos livros e filmes, aqui eu posso comentar os livros que eu leio com pessoas que também gostam de ler. Não que não encontre isso em outros ambientes, pois até já entrei em um clube do livro, mas aqui é diferente, minha opinião é vista como interessante (apesar da minha pouca idade).

Antes que comecem as interrogações, eu aprendo muito da minha área aqui, a parte de licenciamento ambiental não é tão chata quanto as aulas na faculdade me pareciam. Mas, mesmo que não estivesse aprendendo nada, já iria valer a pena. Sempre vive em um meio de pessoas relativamente iguais a mim. Não quero dizer que eramos máquinas, ou coisas do tipo, mas pertenço a um grupo que, basicamente, cresceu junto. Outro ponto é que cresci em um meio muito fechado (escola/casa ou faculdade/casa), essa mudança de ares me serviu para abrir os olhos (e a cabeça) para várias coisas. Inclusive na minha forma de enxergar o mundo a minha volta e a mim mesma.

O que quero dizer é que o que se aprende no ambiente de trabalho é sobre estar cercada por pessoas diferentes, cativantes, com tantas experiências diferentes e tentar assimilar o máximo possível.

Acho que tenho sorte... Onde já se viu uma estagiária dizer que gosta do estágio?
Bem, não sei se estou trabalhando de forma correta (de coração, eu tento, mas sou muito atrapalhada), mas sei que, mesmo não sendo a melhor estagiária por aí, me esforço ao máximo...

É isso

PAZ
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